

Ainda não li o livro novo do Paul Auster. Aliás, neste meu primeiro ano de maternidade, não lembro se li ou não algum livro interessante. O último que me marcou foi o do Junot Díaz, mas isso faz tempo, e eu ainda estava grávida. Já que não tenho tempo pra ler, sublimo essa vontade lendo sobre o que escritores andam fazendo. Vou na biblioteca pegar livros pra minha pequena e fico namorando os volumes adultos nas estantes...
Outro dia fiquei contente ao saber que o Paul Auster, que mora aqui do lado em Park Slope, gosta do Sweet Melissa, meu café girlie preferido na vizinhança. Ele deu uma entrevista pra New York magazine lá recentemente. E falou que adora Paris por causa das mulheres interessantes que andam de bicicleta. E falou que nesta área do Brooklyn também tem várias.
É verdade. Eu acho muito charmoso ver mulher andando de bicicleta (embora a necessidade de capacete tenha tirado um pouco do glamour fashion desse hábito frugal). Adoraria não ser uma patsa e conseguir andar direito numa magrela sem temer me acidentar em cinco minutos.
Mas já que não posso, pela minha segurança e a da humanidade ao meu redor, contento-me em tomar o milk shake do jardim do Sweet Melissa no calor, e atacar o chocolate quente lá no frio. Se possível acompanhado da Madeleine de pistache ótima que fazem por lá... Assim, até esqueço que não tenho tempo pra ler, e nem talento pra andar de bicileta.