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Sunday, November 15, 2009

Sábado à noite em NY: saia, mas não me chame


Mercat: ótimas tapas no Soho


Eu deveria ter seguido à risca a mesma regra que estabeleci quando morava em São Paulo. Sábado à noite é dia de ficar em casa. Esparramada no sofá. Com pizza e coca-cola. E um bom DVD. E só.
Os melhores dias para sair à noite em Nova York, como em Sampa, são terça, quarta e quinta. Mas ontem abri uma exceção. Fui encontrar uma grande amiga e seus amigos no Soho, mais precisamente no Mercat, um simpático restaurante catalão com pé direito alto, paredes de tijolinho aparente, pouca luz e muita animação.
O programa foi superagradável, mas a chegada... Quanto estresse. Primeiro, eu sou uma atrasada por natureza. Sempre acho que dá pra fazer cinco coisas em 15 minutos e chegar a tempo aos lugares. Nunca dá. E com bebê em casa, pior ainda. Sendo a momzilla que sou, largar a pimpolha com a babá leva uma década.
Enfim, restaram cinco minutos pra trocar de roupa, arrumar o make, pentear o cabelo...E pronto, a destrambelhada sai em pleno sábado, no horário em que tinha que estar no restaurante.
Normalmente, leva-se 15 minutos pra ir do meu bairro no Brooklyn pra chegar a Lower Manhattan. Mas tinha chovido, uma garoa fina caía na Clinton Street, eixo dos táxis amarelos no bairro. Os carros até que passavam, mas lotados. Todo mundo indo jantar. E o cabelo indo pra cucuia na garoa (claro que esqueci de pegar guarda-chuva, óbvio).
Eu e minha cara-metade -- já bufando, porque a atrasada sempre sou eu -- finalmente conseguimos um táxi. Mas isso não quer dizer que andamos. Estava tudo parado. Estilo Augusta à meia noite, sabe como é? Um horror. A ponte do Brooklyn, linda, iluminada. E nós lá embaixo da armação de metal, esperando a "bridge and tunnel crowd" se movimentar rumo à ilha. Pra quem não sabe, assim é como aqueles que moram em Manhattan chamam o povo dos subúrbios, que se manda pra Big Apple somente aos finais de semana pra curtir a noite.
Resultado, chegamos com quase uma hora de atraso. Um papelão. Mas o vinho, o bom papo e as deliciosas tapas compensaram.
Para os visitantes, fica o recado: se estiver em NY num sábado à noite faça, no máximo, uma reserva pra jantar num restaurante bacana, mas cedinho, quando cair a tarde, num lugar que seja perto do seu hotel e você não precise pegar nenhum meio de transporte. Nem táxi, nem metrô, só seu par de pernas. Deixe a balada para outro dia. Aproveite pra comprar umas comidinhas deliciosas, uns queijos, uns salaminhos, um vinho, arrume as suas compras recentes na mala, escreva no seu diário de viagem, veja um filme na tevê, faça a lista dos lugares que ainda quer visitar. Mas, como eu, não pense que cair na night vai ser incrível. Porque, como em São Paulo em qualquer sábado à noite, não vai.
Vá lá: Mercat, 45 Bond St. entre Lafayette e Bowery, a partir das 6pm

Tuesday, November 10, 2009

No mundo de Alice... e do brunch!


Alice's Tea Cup: três endereços em Manhattan


Já pensou mergulhar no maravilhoso mundo de "Alice no País das Maravilhas?". Pois é, isso é o que promete o Alice's Tea Cup, um lugar ótimo para tomar brunch com crianças ou encontrar amigas para o chá num ambiente, digamos assim, lúdico. São três endereços em Manhattan. E convém fazer reserva para o brunch, sempre lotado. Vá lá:
Alice's Tea Cup

Sunday, November 8, 2009

Meu restaurante preferido em NY


Gotham Bar and Grill: clássico


Pra mim não existe melhor definição de Nova York que o Gotham Bar and Grill. Adoro a comida lá. O salão com lustres imensos, o atendimento impecável. E a comida, ah, a comida. A melhor pasta que comi na vida foi lá. Tudo tão gostoso e fresco, vindo diretamente do mercado da Union Square. E sem frescura. Faz tempo que não se fala muito dele. É uma pena. O almoço a preço fixo de 31 dólares é uma boa chance para conhecer a obra do chef Alfred Portale. Humm, já estou com fome...
Gotham Bar and Grill

Sunday, November 1, 2009

Supresinha gastronômica no Brooklyn

Ki, o melhor sushi do Brooklyn
Cafe Luluc
Buttermilk Channel






Se você é um foodie incurável, sempre atrás de uma boa descoberta, seja ela de alta gastronomia ou comida de rua, vale a pena se aventurar pelo bairro de Carroll Gardens, no Brooklyn (linha F do metrô). As duas ruas principais do bairro, a Smith e a Court, estão povoadas de lojinhas e alguns dos melhores restaurantes e lanchonetes de Nova York (inclusive uma filial do Pó, de Mario Batali), e muitos outros bem bons.
Vi que vários acabam de entrar no ranking dos 40 melhores restôs da cidade da revistinha L Magazine. Olha só o que tem no meu bairro:

Best Noodle
s: Eaton (também os best dumplings, os de carne de porco são os melhores que já provei). 205 Sackett St.

Best Japanese: Ki (tente o Ki Roll, vem com pó de ouro). 122 Smith St.

Best New Restaurant: Buttermilk Channel (estou viciada no bolinho de batata doce com recheio de queijo de cabra, o melhor brunch da cidade, ótimo para crianças e famílias). 524 Court St.

Best Burrito: Calexico (eles tem carrinhos espalhados pela cidade, e algumas lanchonetes também, adoro a quesadilla de tofu também, procure outros endereços perto de você na web).88 Fifth Ave, Brooklyn

Best Neighborhood Pizza: Roberta's (esta ainda não experimentei, mas o Village Voice também diz que é a melhor). 261 Moore St.

Meatiest Meat Pie: Dub Pies (delicinha, fica aqui do lado de casa). 193 Columbia St.

Best German: Prime Meats -para fãs de uma linguicinha... dos mesmos donos do ótimo italianinho Frankies 457, também na Court St.. 465 Court St.

Best Brunch: Café Luluc, um mimo de lugar, parece o Café Tartine do Brooklyn. 214 Smith.

Dica: se decidir se aventurar pelo Brooklyn para incursões gastronômicas, traga dinheiro vivo. Muitos lugares não aceitam cartão de crédito. Em compensação, os preços costumam ser mais amigos que em Manhattan, sem prejuízo da qualidade dos ingredientes ou da comida.

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